10 TENDÊNCIAS PARA 2015 EM TECNOLOGIA

O estudo “10 Hot Consumer Trends 2015”  foi hoje divulgado. Confira aqui as dez tendências para 2015.

1 – O YouTube derrota a TV

Sai a TV convencional, entram Netflix e YouTube. Esta mudança, que tem vindo a acontecer nos últimos anos, acelerou nos últimos meses. Em 2011, 83% das pessoas assistiam à TV comum várias vezes por semana, enquanto 61% optavam por plataformas digitais. Em 2014 já existe praticamente um empate: 77% assistem à TV enquanto 75% vêem vídeo através da Internet. Em 2015, os serviços on-demand devem superar definitivamente a TV tradicional.

[Tweet “Em 2015, os serviços on-demand devem superar definitivamente a TV tradicional.”]
2 – Casa inteligente

Apesar da presença quase universal da Internet, as nossas casas ainda não se tornaram inteligentes. Na maioria dos países, a automação doméstica ainda é um artigo de luxo. Mas isso deve mudar em 2015 porque há interesse dos consumidores. Por exemplo, 55% dos inquiridos querem ter sensores capazes de os avisar sobre inundações, entupimento de ralos ou falhas de eletrodomésticos. Outros 49% gostariam de receber alertas quando alguém entra ou sai da casa. Empresas como a Google e a Apple estão a preparar-se para responder a essa procura. A tecnologia já está disponível e vai tornar-se mais barata quando os aparelhos forem fabricados em massa.

3 – Depois do WhatsApp

Novas formas de comunicação inter-pessoal são inventadas praticamente de segundo a segundo. Na última década surgiram redes sociais, Apps de mensagens e até textos e fotos que desaparecem depois de lidos. E este processo vai continuar. Em 2015, porém, o foco vai deslocar-se dos smartphones para o vestuário, como os relógios inteligentes. Mais de um terço dos consumidores querem usar um relógio que possa transmitir os seus gestos a outra pessoa. Já 40% querem um relógio que leia os seus pensamentos e os envie a outra pessoa, um recurso que não se deve tornar realidade tão cedo.

[Tweet “40% querem um relógio que leia os seus pensamentos e os envie a outra pessoa.”]
4 – Cidadãos inteligentes

Quando se fala em cidades inteligentes, muita gente pensa em sensores e câmaras espalhadas pelas ruas. Mas a parcela mais importante da inteligência da cidade está no bolso dos cidadãos, nos seus smartphones. E ela está a aumentar rapidamente. A pesquisa feita por este estudo aponta que cerca de 76% dos utilizadores apreciam Apps com informações sobre o trânsito, e 70% querem poder comparar seu consumo de água e energia com o dos vizinhos. Já 66% consideram útil uma App que informe sobre a qualidade da água na cidade. E 70% acreditam que tudo isso vai ser comum em 2020.

[Tweet “76% dos utilizadores apreciam Apps com informações sobre o trânsito.”]
5 – A economia de partilha

Apps para obter “boleias” como o Uber, estações automáticas de aluguer de bicicletas e serviços de aluguer de imóveis como o AirBnB são invenções relativamente recentes que ajudam as pessoas a partilhar recursos nas cidades. Cerca de três quartos dos proprietários de smartphones interessam-se por esses serviços. Em 2015, novas Apps vão levar essa ideia a outras áreas. Mais da metade dos entrevistados na pesquisa dizem ter interesse em alugar equipamentos de lazer (como uma prancha de surf ou um barco), uma casa ou até um eletrodoméstico de outra pessoa. E 46% dizem que aceitariam usar uma App para reservar um jantar.

6 – Pagamentos digitais

Há não muitos anos atrás era comum andar-se com um livrinho de cheques. Hoje, pagamos as refeições, as compras e o combustível com um cartão de crédito ou débito; e o uso de cheques é cada vez mais raro. Em breve, bastará o smartphone ou um relógio inteligente para fazer qualquer pagamento. Iniciativas como o Apple Pay e o Google Wallet vêm acelerando este processo em muitos países.
Aproximadamente 48% das pessoas dizem que prefeririam usar o seu smartphone em vez de outros meios de pagamento. E 80% acreditam que o aparelho vai substituir totalmente a carteira até 2020.

[Tweet “48% das pessoas dizem que prefeririam usar o seu smartphone em vez de outros meios de pagamento.”]
7 – A vida privada

Este estudo mostra ainda que as pessoas estão dispostas a partilhar alguns dados pessoais desde que recebam algo em troca. Estas ficam incomodadas quando alguma empresa tem acesso aos seus dados pessoais na Internet, para algum propósito comercial. Entre os entrevistados, 56% dizem que gostariam de codificar as suas mensagens, 53% preferem usar impressões digitais em vez de passwords e 47% gostariam de pagar compras online sem se identificar, como se faz ao comprar com dinheiro numa loja física. Com o tempo, isto deve levar a um melhor controlo das informações que o utilizador partilha publicamente.

8 – A segunda geração de vestuário

Vestuário com dispositivos digitais, como os relógios inteligentes, têm atraído atenção, principalmente por serem novidade. Mas essa fase está a acabar. A partir de agora os consumidores só se vão interessar por este tipo de produtos se eles trouxerem benefícios práticos. A principal expetativa dos consumidores é que este tipo de vestuário ajude a melhorar o estilo de vida. Segundo outro estudo, uma pulseira ou relógio que contribuísse para reduzir o stress poderia proporcionar, em média, 2 anos a mais de vida à pessoa que a utiliza. Somando todos os efeitos benéficos, estima-se que a tecnologia possa acrescentar quase 10 anos à vida do consumidor, ao tornar sua vida mais saudável.

9 – Robôs domésticos

Já existem robôs que aspiram o pó do tapete e outros que cortam a relva do jardim. Mas ainda são raros. Nos próximos anos, os robôs domésticos devem tornar-se mais comuns e ganhar novas funções. A pesquisa diz-nos que 57% dos consumidores querem um robô que lave a roupa, 49% desejam um cozinheiro robótico capaz de preparar refeições simples e 36% querem um autómato para, simplesmente, fazer companhia. Já 64% acham que esses robôs serão comuns em 2020.

[Tweet “36% querem um autómato para, simplesmente, fazer companhia.”]
10 – Crianças conetadas

As crianças que estão a crescer com os tablets e smartphones têm expetativas diferentes das que os seus pais tinham. O estudo aponta para que esta geração veja a Internet como algo tangível e espera que o acesso à rede esteja presente em todos os objetos. Essa expetativa vai influenciar a maneira como os dispositivos digitais vão evoluir de agora em diante. Cada vez mais objetos terão algum tipo de conexão com a Internet, dando à web um carácter mais material.

[Tweet “Confira aqui as dez tendências para 2015, segundo o estudo #10HotConsumerTrends2015.”]

Fonte: Exame